UE critica embargo, mas defende democracia em Cuba

A União Européia adotou posição contrária ao embargo imposto pelos EUA a Cuba, mas considera que a ilha deve avançar em direção a um sistema mais democrático, disse Art Agnew, representante do bloco. "Os países da UE não apóiam o embargo... a UE tem relações normais com Cuba e temos nossa política independente de qualquer outra região do mundo", disse o também embaixador da Irlanda no México em entrevista em comemoração ao Dia da Europa. Afirmou ainda que a UE favorece a democracia em toda as partes dos mundo, incluindo Cuba. "A União Européia tem expressado suas preocupações com o país, mas (também) o desejo de que os próprios cubanos possam progredir em direção a um sistema mais pluralista, mais democrático, sem impor nenhuma visão especial", destacou Agnew. Disse que se o presidente cubano, Fidel Castro, decidir assistir a III Cúpula América Latina-UE, no final de maio no México, será tão bem-vindo quanto qualquer outro dos 58 chefes de Estado e de governo convidados para o evento. Na mesma entrevista à imprensa, Germano Straniero, encarregado de negócios da Comissão Européia no México, acrescentou que não existe "nenhum temor" da UE de que a cúpula do final deste mês se polarize em discussões entre Cuba e outros países, como o recente conflito diplomático com o México, após a expulsão do embaixador cubano por supostas intromissões em assuntos internos mexicanos. Nenhum dos representantes europeus quis comentar a divulgação na semana passada de um plano americano para acelerar a queda de Fidel Castro, para o qual Washington pediu o apoio da América Latina.

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