UE decidirá na quarta-feira se implementa sanções à Rússia

Chanceler alemã afirmou que se condições do plano de paz para a crise na Ucrânia forem cumpridos, sanções podem ser suspensas

O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 12h50

BRUXELAS - Os países da União Europeia discutirão na quarta-feira se implementam novas sanções contra a Rússia por seu envolvimento no conflito na Ucrânia, informou a Comissão Europeia nesta terça-feira, 9. O governo ucraniano pressiona para que o bloco de 28 nações aja sem demora.

Os governos da UE adotaram novas medidas contra Moscou na segunda-feira, mas adiaram sua aplicação para ter tempo de avaliar se o cessar-fogo na Ucrânia, acordado na sexta-feira 5, está sendo mantido.

Ao mesmo tempo, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta terça que se o plano de paz for de fato aplicado, poderia ser discutida até a suspensão das sanções econômicas impostas à Rússia. "Se for implementado, então poderemos falar de um levantamento das sanções", disse a chanceler à rádio pública alemã RBB.

O pacote de sanções aplicados à Rússia inclui restrições de financiamento a bancos e petrolíferas estatais russas e ampliação da lista de indivíduos que não poderão entrar na UE e terão seus bens congelados, além de novas limitações à venda de produtos que podem ser usados para fins civis e militares.

"O pacote foi adotado, agora teremos uma nova reunião amanhã (quarta-feira) que irá retomar os temas, entre eles a avaliação da implementação do acordo de cessar-fogo e do plano de paz", disse a porta-voz da Comissão Europeia, Maja Kocijancic.

"Vocês viram o que está acontecendo no território ucraniano e também viram qual é a avaliação das autoridades locais. O cessar-fogo parece estar sendo mantido, ainda que com alguns incidentes", afirmou Kocijancic em um informe à imprensa.

Merkel considerou que houve progressos notáveis nos últimos dias nas negociações. Os próximos passos seriam a libertação de reféns e a definição sobre a situação de cidades como Luhansk e Donetsk.

A chanceler reiterou sua convicção que a crise na Ucrânia não tem solução por via militar, mas que a atitude da Rússia não podia ficar sem resposta por parte da UE. Nesse caso, a única resposta possível foram as sanções.

Merkel insistiu que as portas para o diálogo - apesar das diferenças - seguem abertas e explicou que são mantidas conversas para que Rússia aceite o tratado de livre-comércio da Ucrânia com a UE. / EFE e REUTERS

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