UE defende lei de imigração em meio a críticas latino-americanas

As novas regras da União Européia paraa imigração são justas, e a abertura a estrangeiros é maior nobloco que em alguns dos países latino-americanos que estãoprotestando contra as novas leis, disse na sexta-feira o chefedo Executivo da UE. "Honestamente, acho que essas críticas não são justas",disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. Na reunião de líderes do Mercosul, nesta semana, chefes deEstado da região criticaram fortemente as novas normas da UE,que permitem que as autoridades detenham imigrantes ilegais poraté 18 meses. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou parar devender petróleo aos países europeus se eles aplicarem a novalei. Mas Barroso afirmou que as mudanças são positivas para aAmérica Latina e outras regiões do mundo em desenvolvimento,porque criarão uma situação de igualdade para imigrantes nointerior do bloco europeu. "E, por sinal, as novas regras são mais generosas que asque alguns países latino-americanos aplicam entre si", disseele a jornalistas. "É importante não esquecer isso. Por exemplo, entreColômbia e Venezuela ou entre Bolívia e Colômbia não existeesse tipo de abertura que temos na Europa." Centenas de milhares de latino-americanos migraram para aEuropa nos últimos anos em busca de trabalho. A nova legislaçãoprovocou a ira de algumas lideranças sul-americanas, que dizemque a região recebeu imigrantes europeus de braços abertos aolongo de todo o século 20. Barroso disse que a entrada de imigrantes na Europa precisaser controlada para evitar que fluxos grandes de migrantessuscitem xenofobia no bloco. "Vejam o que está acontecendo nos Estados Unidos em relaçãoao México -- é estarrecedor", disse ele, falando de justiceirosnorte-americanos que se voluntariam para ajudar a impedir aentrada de imigrantes ilegais no país pela fronteira com oMéxico. "Pelo menos nós, na Europa, até agora nunca tivemosmilícias que perseguem imigrantes, e espero que nunca astenhamos", disse Barroso. Ele falou também que Bruxelas estuda planos para punircriminalmente os empregadores europeus que contratam imigrantesilegais e para proteger os migrantes da exploração. A Comissão Européia estima que existam até 8 milhões deimigrantes ilegais na Europa. Mais de 200 mil foram presos noprimeiro semestre de 2007, sendo menos de 90 mil expulsos.

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