UE deve reavaliar ajuda ao Egito, dizem fontes

A União Europeia deverá reavaliar a ajuda ao governo do Egito, mas protegerá a assistência "socioeconômica", de acordo com o esboço da declaração que deverá ser anunciada nesta quarta-feira. As informações foram concedidas por diversos diplomatas do bloco.

AE, Agência Estado

21 de agosto de 2013 | 08h29

Ministros de Relações Exteriores da UE estão reunidos em Bruxelas nesta quarta-feira para discutir a situação no Egito e para começar o que os líderes do bloco chamaram de uma ampla revisão dos laços com o país. O encontro foi organizado após a sangrenta repressão da semana passada contra manifestantes antigovernamentais. Os ministros devem publicar a declaração após a reunião.

De acordo com várias pessoas com acesso ao esboço de declaração, o texto pede aos Estados-membros da UE que reavaliem as licenças de exportação de equipamentos que podem ser utilizados para a repressão interna.

O esboço também pede aos países que suspendam a cooperação militar bilateral de segurança, embora tenham ressaltada que isso permanece sob debate cuidadoso. Não há menção a uma proibição ampla sobre armas no esboço da declaração, disseram os diplomatas.

O encontro desta quarta-feira foi organizado como discussão política profunda em para coordenar a reação da UE à recente onda de violência no Egito e para analisar o nível de engajamento nos próximos dias e semanas, disseram autoridades. Ao todo, 23 dos 28 países da UE vão participar da reunião, de acordo com um porta-voz da UE.

Na terça-feira à noite, a chefe de política externa da UE, Catherine Ashton, disse que os ministros de Relações Exteriores teriam a responsabilidade de equilibrar as suas preocupações sobre o recente derramamento de sangue com a necessidade de apoiar o povo egípcio.

"Caberá aos ministros determinar o caminho a seguir", disse a autoridade a um grupo de jornalistas. "É claro que isso significa que os Estados-membros terão de pensar em como garantir o apoio para o povo do Egito, reconhecendo as suas preocupações sobre a situação".

Em novembro, a UE ofereceu até 5 bilhões de euros (US$ 6,69 bilhões) em empréstimos e subsídios para a administração do então presidente Mohammed Morsi. Contudo, grande parte da assistência estava ligada a demandas de reforma econômica e política. A UE não deu nenhum montante diretamente para o governo do Egito até agora neste ano, de acordo com números oficiais, mas continua apoiando projetos sociais e de infraestrutura e grupos da sociedade civil.

Alguns Estados-membros já suspenderam as licenças para a exportação de armas e equipamentos que podem ser usados para repressão aos protestos. Outros, como a Dinamarca, reduziram a ajuda bilateral. O Reino Unido também reduziu a cooperação militar e de segurança. Fonte: Dow Jones Newswires.

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