UE diz que decisão da justiça russa sobre Pussy Riot é 'desproporcional'

Integrantes da banda foram condenadas a 2 anos de prisão; EUA também reprovaram sentença

estadão.com.br,

17 de agosto de 2012 | 12h26

MOSCOU - Protestos e pronunciamentos de autoridades se espalham pelo mundo, após a condenação de dois anos de prisão das três integrantes do grupo punk Pussy Riot, nesta sexta-feira, 17. Elas foram acusadas de vandalismo por terem cantado contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em uma catedral ortodoxa.

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A União Europeia condenou a decisão "desproporcional" da justiça russa de condenar as três jovens da banda punk e pediu revisão da sentença. "Estou muito desapontada com a decisão da justiça russa", disse a diplomata da UE, Catherine Ashton. "A sentença é desproporcional", disse.

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O ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, também criticou a sentença. "A dura condenação não está, na minha opinião, em proporção ao que a banda fez", disse Westerwelle para a edição online do jornal de Berlim "Der Tagesspiegel".

A embaixada dos Estados Unidos na Rússia compartilhou a opinião da UE e da Alemanha pelo Twitter, ao concordar que a punição "parece desproporcional".

A anistia Internacional e várias organizações russas de defesa dos direitos humanos também consideram que as integrantes do grupo punk russo são presas políticas.

Manifestantes

Vários manifestantes foram presos em frente ao tribunal que condenou as artistas, situado no distrito Jamovniki, em Moscou, para pressionar as autoridades. A polícia cercou os manifestantes para evitar possíveis conflitos.

Na Ucrânia, uma ativista de topless do grupo Femen serrou uma cruz, em forma de protesto.

Na Bulgária e na Espanha, cartazes podem ser vistos pelas ruas, pedindo justiça.Os organizadores dos protestos esperam que milhares juntem-se às demonstrações de apoio às artistas do Pussy Riot.

Com agências de notícias

 

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