UE e Israel defendem libertação imediata dos soldados

A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, exigiram nesta quarta-feira a libertação "imediata e incondicional" dos soldados israelenses seqüestrados por extremistas palestinos e pela milícia xiita libanesa Hezbollah.Em entrevista coletiva conjunta com Livni, Solana, que começou nesta quarta uma nova visita de trabalho ao Oriente Médio, disse que a região atravessa "um de seus momentos mais delicados", e destacou que o seqüestro dos soldados "é absolutamente inaceitável".Solana e Livni expressaram seu apoio ao documento aprovado pelos líderes do Grupo dos Oito (G8) na recente cúpula de São Petersburgo, na Rússia, na qual se pede que Israel, os palestinos e o Hezbollah suspendam suas operações armadas, e se reivindica a libertação dos soldados seqüestrados e dos ministros e parlamentares palestinos detidos.Livni disse que o Exército libanês deve ser postado no sul do Líbano, em cumprimento da resolução 1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada em 2000 e que prevê o desarmamento do Hezbollah.A chanceler assegurou que Israel e o Líbano entendem "quais são as ameaças, os objetivos e os passos a tomar" para sair da crise.Livni ressaltou que "o governo do Líbano deve pressionar a Síria e o Irã para impedir que estes países armem o Hezbollah". Por sua parte, Solana disse que, em cumprimento do comunicado do G8, Israel também deve se retirar das áreas que ocupou na Faixa de Gaza.Solana falou de "proporcionalidade" e disse ser preciso tentar não enfraquecer um país como o Líbano, que há um ano e meio sofreu o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. "Nem tudo o que for feito para enfraquecer o Líbano é proporcional. Essa é a minha sensação", disse Solana, que destacou que "a batalha contra o Hezbollah é uma coisa, mas enfraquecer um país é outra".Ao ser perguntado sobre o suposto uso desproporcional da força por parte de Israel, Solana respondeu: "A proporcionalidade não é uma questão matemática, mas de percepção. Acho que sempre se deve pensar no dia seguinte".Livni, por sua vez, afirmou que a maior parte das vezes o Hezbollah esconde armamento em casas onde vivem civis. "Não fazer nada sobre isso significa pôr em perigo a vida de cidadãos israelenses", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.