AFP PHOTO/KCNA VIA KNS
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UE e Japão pedem novas sanções contra Coreia do Norte após disparo de míssil

Na quarta-feira, China e Rússia já haviam discordado da proposta dos EUA de impor punições mais duras a Pyongyang e pediram ao governo americano para trabalhar em uma solução negociada para a crise

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 09h53

BRUXELAS - A União Europeia (UE) e o Japão pediram nesta quinta-feira, 6, análises de novas sanções internacionais contra a Coreia do Norte depois que Pyongyang lançou um míssil balístico intercontinental, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

"Hoje, concordamos em pedir à comunidade internacional que reforce as medidas que buscam restringir ainda mais a transferência de artigos e tecnologia, assim como o financiamento dos programas de mísseis nucleares e balísticos da Coreia do Norte", disse Tusk após uma reunião em Bruxelas com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

A China e a Rússia discordaram na véspera da proposta dos EUA de impor sanções mais duras à Coreia do Norte e pediram ao governo americano para trabalhar em uma solução negociada para a atual crise.

Os dois países formaram no Conselho de Segurança da ONU uma frente comum contra a proposta americana. "Todos devemos saber que as sanções não vão resolver a questão", disse o embaixador-adjunto da Rússia na ONU, Vladimir Safronkov, durante uma reunião de emergência.

Safronkov qualificou como "inaceitável" qualquer tentativa de estrangular economicamente a Coreia do Norte, lembrando que milhões de pessoas têm grandes necessidades humanitárias no país.

As declarações do representante russo foram uma resposta ao discurso da embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, que pediu um endurecimento das sanções contra Pyongynag e ameaçou com restrições comerciais os países que façam negócios com o regime norte-coreano. / AFP e EFE

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