UE embarga petróleo do Irã, dizem diplomatas

Os países-membros da União Europeia concordaram nesta segunda-feira em embargar o petróleo do Irã, como parte de uma série de sanções contra o país por seu programa nuclear. Diplomatas afirmaram, em Bruxelas, que os ministros das Relações Exteriores do bloco europeu adotarão oficialmente mais tarde nesta segunda-feira as medidas discutidas antes pelos 27 embaixadores de nações do bloco. As medidas incluem um embargo imediato a novos contratos para petróleo e petroquímicos. Os contratos existentes poderão vigorar até 1º de julho.

AE, Agência Estado

23 de janeiro de 2012 | 08h47

Uma fonte diplomática afirmou que as sanções pelos Estados-membros entram em vigor assim que publicadas no boletim oficial da UE, possivelmente já nesta terça-feira. Porém haverá uma regulação adicional relativa ao setor privado, incluindo traders e companhias do setor de petróleo.

"Eu estou confiante de que a UE dará uma resposta resoluta hoje à recusa do Irã em cumprir suas obrigações internacionais sobre seu programa nuclear", afirmou antes da reunião o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle. O Irã afirma ter apenas fins pacíficos em seu programa nuclear, mas potências lideradas pelos EUA garantem que o país busca secretamente armas nucleares.

A UE também deve congelar os ativos do Banco Central iraniano. "A pressão das sanções é feita para tentar e garantir que o Irã leve a sério nosso pedido para que venha à mesa" de negociações, afirmou a chefe da política externa da UE, Catherine Ashton. Em outubro, Ashton enviou uma carta a Saeed Jalili, principal negociador nuclear do Irã, afirmando que seu objetivo era uma solução negociada "que restaure a confiança internacional na natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear do Irã". Ela afirma não ter recebido resposta.

Negociadores da UE trabalham para garantir que o embargo puna apenas o Irã, e não por exemplo a Grécia, país em dificuldades financeiras que depende do petróleo barato iraniano. Os negociadores concordaram em fazer uma revisão dos efeitos das sanções, que deve ser concluída até 1º de maio, disse um diplomata pedindo anonimato. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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