UE endurecerá sanções ao Zimbábue, dizem diplomatas

Restrições a Mugabe devem ser ampliadas na próxima semana; presidente pode ser proibido de ir à Europa

Reuters e Associated Press,

17 de julho de 2008 | 11h12

Os membros da União Européia concordarão em ampliar as sanções contra o Zimbábue, incluindo a restrição de viagens e congelamento de bens de mais colaboradores do presidente Robert Mugabe, além de medidas contra companhias, segundo afirmaram diplomatas nesta quinta-feira, 17.  Veja também:  Inflação no Zimbábue atinge 2,2 milhões% ao ano O bloco planeja tornar impossível que Mugabe viaje para a Europa. No ano passado, o presidente do Zimbábue participou de dois eventos internacionais no continente europeu. "Existe um acordo em princípio para reforçar as sanções. Ministros aprovarão em breve", disse um diplomata europeu. Segundo outro diplomata consulto pela Reuters, entre as medidas contra o Zimbábue estão o congelamento de bens e o banimento das atividades de companhias do país na Europa ligadas a Mugabe. Ele afirmou que os ministros de Relações Exteriores do bloco aprovarão a proposta na próxima terça-feira, 22. A UE se recusou a reconhecer a reeleição de Mugabe no segundo turno presidencial de 27 de junho, em que ele foi o único a concorrer depois que a oposição deixou a disputa pela violência contra opositores. O embargo europeu já existente inclui a proibição de envio de armas, da emissão de vistos e o congelamento de bens de 100 oficiais do governo, incluindo Mugabe.

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