REUTERS/Leonhard Foeger
REUTERS/Leonhard Foeger

UE enfatiza apoio a acordo nuclear com Irã em meio a ameaças de Trump

Presidente americano deve decidir nos próximos dias se impõe de novo uma série de sanções econômicas suspensas depois que o Irã cumpriu um dos compromissos do pacto

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2018 | 13h42

BRUXELAS - A União Europeia enfatizou nesta quinta-feira,11, seu apoio ao acordo nuclear com o Irã e ressaltou que pacto cumpre seu objetivo, em meio a incertezas sobre eventuais sanções do presidente americano Donald Trump contra Teerã.

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Os chanceleres do Reino Unido, França e Alemanha já haviam manifestado seu apoio ao histórico acordo. Apesar do apoio explícito dos europeus, Trump deve decidir nos próximos dias se impõe de novo uma série de sanções econômicas suspensas depois que o Irã cumpriu um dos compromissos do pacto. O Irã já disse estar preparado para todos os cenários. 

Depois do encontro em Bruxelas com a chefe de diplomacia da UE, Federica Mogherini, o chanceler iraniano Mohamed Zarif  exaltou consenso europeu de que seu país cumpre com o acordo conforme condicionado por parte dos Estados Unidos.

Segundo o chanceler francês Jean-Yves Le Drian,  a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirma regularmente a boa aplicação do acordo por parte do Irã, e por isso não existem dúvidas atualmente sobre o respeito aos compromissos. 

Estabilidade 

Os europeus estão especialmente preocupados com a estabilidade em uma região onde o Irã xiita apoia o regime sírio de Bashar Assad, o Hezbollah libanês e os rebeldes houthis do Iêmen, assim como pelo impacto neste sentido da futura decisão do presidente americano.

Mogherini, que desempenhou o papel de mediadora nessas negociações, pediu a todas as partes que "continuem aplicando plenamente o acordo", que, a seu ver, "torna o mundo mais seguro e impede uma eventual corrida pelas armas nucleares na região". 

Os chanceleres europeus também teriam alcançado um princípio de acordo com os iranianos para iniciar um diálogo sobre os temas que não estão no acordo, como a situação no Iêmen, segundo o ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel. /AFP

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