UE envia frota para combater piratas na Somália

Seis navios de guerra de países europeus rumarão em breve em direção às águas do Chifre da África para combater piratas que já atacaram inúmeras embarcações na região, informaram hoje funcionários da União Européia (UE). Os navios de guerra chegarão ao Chifre da África em 15 de dezembro, para substituir quatro navios da frota da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que atualmente conduzem missões de patrulha ao largo do litoral da Somália. Os seis navios serão enviados cinco dias antes do previsto, o que demonstra a urgência da proteção de uma das rotas mais usadas pela navegação comercial, disse Cristina Gallach, porta-voz do chefe de política externa da UE, Javier Solana. "Será uma contribuição importante para enfrentar uma das piores ameaçadas ao comércio marítimo, e particularmente ao povo da Somália, que teve o recebimento da ajuda humanitária prejudicado pelos piratas", afirmou.Além dos seis navios, a frota inclui três aviões de reconhecimento naval, que ajudarão a patrulhar o Golfo de Áden e a escoltar navios mercantes, o que a Otan tem feito desde o final de outubro. Segundo funcionários europeus, a frota poderá ser reforçada no futuro. Até agora, Grã-Bretanha, França, Grécia, Suécia, Espanha, Bélgica e Holanda concordaram em contribuir com navios de guerra e aviões para combater os piratas. Além da ajuda européia, cerca de doze navios da 5ª Frota Naval dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, no Golfo Pérsico, da Índia, da Rússia e da Malásia já patrulham o litoral da Somália. Mesmo após o envio da frota da Otan, no final de outubro, os piratas atacaram mais 32 navios e seqüestraram 12 deles. Operando sob o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) os navios de guerra dos países não têm conseguido recuperar barcos tomados pelos piratas e libertar as tripulações capturadas.A missão naval européia, apelidada de Operação Atalanta, será comandada pelo almirante britânico Philip Jones e terá 1,2 mil marinheiros. A frota terá bases nos portos de Djibuti, no Mar Vermelho, e no Quênia.

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