UE envia represente ao Sudão pela situação em Darfur

O alto representante para a Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, encarregou seu representante especial para o Sudão de visitar o país na próxima semana, a fim de tentar prevenir uma escalada de violência na província de Darfur.Solana expressou hoje sua "grave preocupação" devido à deterioração da situação, e pediu que "todas as partes" renunciem à violência, respeitem o acordo de cessar-fogo e permitam a aplicação dos mecanismos para sua supervisão, disse Cristina Gallach, porta-voz do alto representante.O chefe da diplomacia européia afirmou que o Governo do Sudão "deveria manter abertas as linhas para a negociação com as partes que não assinaram o Acordo de Paz de Darfur" e que estas "deveriam se unir ao processo de paz".Solana reiterou que a UE "apóia totalmente os esforços da União Africana e das Nações Unidas para conseguir, em estreita coordenação, uma transição bem-sucedida, sem a qual nenhuma solução realista para a crise de Darfur é possível".Solana encarregou seu representante especial para o Sudão, Pekka Haavisto, de viajar à região na próxima semana para transmitir às partes esta posição.Haavisto deve se reunir com representantes do Governo do Sudão, dos movimentos armados em Darfur, da União Africana e das Nações Unidas, para examinar como prevenir uma nova escalada de violência na conflituosa província sudanesa.Em 9 de agosto, o representante da ONU no Sudão, Jan Pronk, já havia advertido que a situação tinha se deteriorado desde a assinatura do acordo de paz de Abuja, entre o Governo sudanês e o insurgente Movimento de Libertação do Sudão (MLS).O conflito começou em fevereiro de 2003, quando a milícia do MLS e a do Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) iniciaram um levante armado contra a pobreza e marginalização da zona, e para reivindicar o controle de seus recursos naturais.Como resultado do levante e posterior repressão, cerca de 200.000 pessoas morreram e mais 2 milhões tiveram que deixar suas casas e ir para acampamentos de refugiados no Sudão e no vizinho Chade.

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