UE enviará 10 milhões de euros a civis do Líbano

A União Européia (UE) prometeu nesta quinta-feira uma ajuda emergencial de 10 milhões de euros (US$ 12,5 milhões) aos civis do sul do Líbano e afirmou que as batalhas na região devem acabar imediatamente antes que uma força de paz das Nações Unidas seja levada para lá. "A UE está pronta para ajudar. Uma forte presença internacional no sul do Líbano, aprovada pelo conselho de segurança da ONU, deverá ser necessária", disse o primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen. "Porém, todas as partes do conflito têm de, primeiro, entrar em um acordo por um cessar-fogo." O presidente encarregado da UE, Jose Manuel Barroso, afirmou que a UE dará a ajuda financeira "expressa nossa solidariedade aos civis que estão sofrendo por causa deste terrível conflito". Em Bruxelas, o porta-voz da UE, Amide Altafaj Tardio, afirmou que o dinheiro deverá ser entregue "muito, muito rápido", provavelmente em um prazo de 72 horas. Os receptores devem ser grupos que a UE já teve contatos, como agências da ONU, a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, além de grupos não governamentais."Estamos prontos para enviar mais se necessário", disse ele. "Tudo depende do quanto demorará essa crise. Neste estágio temos 27 milhões de euros reservados para ajuda emergencial até o final do ano - e estamos apenas no mês de julho. Podemos, de qualquer forma, pedir mais fundos das reservas orçamentárias da UE."Vanhanen e Barroso afirmaram em um encontro em Pori, na Finlândia, que a UE quer ter uma presença ativa para ajudar a resolver a crise. Porém, Barroso afirmou que ambos os lados devem primeiro manter um "entendimento mínimo" entre eles.Kofi AnnanO secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu o fim imediato das hostilidades no Líbano para salvar a vida de inocentes, permitir o acesso de ajuda humanitária e dar uma oportunidade à diplomacia. Annan também disse ser necessária uma base política para se chegar a um cessar-fogo que inclua a libertação dos soldados israelenses.Ele afirmou que os ataques do Hezbollah contra Israel e o seqüestro de soldados hebraicos "deixam uma nação inteira sob cativeiro".Há uma semana, sete soldados israelenses morreram e outros dois foram capturados após uma ofensiva do Hezbollah contra território israelense. Em represália, Israel bombardeou o Líbano e invadiu o país pela primeira vez em seis anos. A aviação e a Marinha israelense chegaram a lançar bombas numa área a 16 quilômetros de Beirute, usada como base de um grupo palestino. Com seu ataque o Hezbollah abriu uma segunda frente para o Exército de Israel, que desde o dia 25 mantém uma ofensiva aérea e terrestre na Faixa de Gaza.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.