UE estuda suspender congelamento de contatos com Cuba

Ministros podem examinar medida até segunda, mas há ´variaedade de opiniões´

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

A União Européia está estudando a possibilidade de acabar com o congelamento de contatos com Cuba imposto depois da repressão sobre dissidentes na ilha, em 2003, disseram diplomatas nesta segunda-feira, 11. A Espanha enviou seu ministro das Relações Exteriores para Havana em abril numa possível primeira medida para descongelar os contatos, mas vários países da UE estão cautelosos, por causa dos contínuos registros de violação dos direitos humanos e porque a atitude poderia irritar os Estados Unidos. A UE retomou alguns contatos de baixo escalão em 2005, mas as relações do bloco com a ilha ainda estão distantes, devido às pressões européias pela libertação dos prisioneiros políticos, entre eles os 75 que foram detidos e condenados em 2003. "A UE estaria disposta a retomar um diálogo político amplo e aberto com as autoridades cubanas em todos os tópicos de interesse mútuo, com o objetivo de melhorar as relações entre a UE e Cuba", afirmou uma declaração preliminar da UE que será apresentada aos países-membros nos próximos dias. "A UE está disposta a suspender em definitivo as medidas adotadas em 2003 na perspectiva do estabelecimento de um diálogo político amplo, aberto e frutífero", concluiu a declaração preliminar, da qual a Reuters obteve uma cópia. Os ministros europeus podem examinar a medida já na próxima segunda-feira, mas diplomatas disseram que ainda é cedo para saber se todos os 27 países-membros vão concordar. "Por enquanto há uma variedade de opiniões", disse uma fonte. Há quem diga que a reaproximação incentivaria Havana a realizar reformas diplomáticas, mas outros afirmam que fazer isso passaria uma mensagem equivocada para os líderes cubanos. A providência seria malvista pelos Estados Unidos, que procuram isolar a ilha comunista com um embargo comercial que já dura 45 anos. Além de limitar os contatos oficiais com Cuba, a UE pediu a seus diplomatas que evitassem eventos culturais cubanos e convidassem dissidentes para recepções nas embaixadas do bloco em Havana, o que provocou conflitos com o governo de Cuba.

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