UE faz planos para reduzir dependência de gás russo

A União Europeia traçou novos planos para reduzir sua dependência do gás natural russo e para reforçar a sua segurança energética, enquanto advertiu Moscou para não cortar o fornecimento de gás para a Ucrânia.

Agência Estado

21 Maio 2014 | 19h42

A pressão para forjar laços mais estreitos de energia entre os 28 países do bloco e encontrar fornecedores alternativos tem se intensificado ao longo das últimas semanas, depois que as ameaças russas de desligar o fluxo de gás para a Ucrânia levantaram temores sobre uma interrupção do fornecimento para a Europa também.

A crise na Ucrânia levou a UE a traçar uma nova estratégia de segurança energética para o bloco de 28 países que será discutida pelos líderes da UE no final de junho.

"Uma grande gama de fatores geopolíticos está voltando a acontecer e isso está sendo sentida especialmente na área de energia", o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse em uma conferência sobre a segurança energética, em Bruxelas, na quarta-feira, na qual ele delineou propostas para aumentar a resiliência do mercado de energia da Europa. Ele se referiu à crise Ucrânia como uma chamado para a Europa acordar.

No coração do plano, estabelecido em uma proposta para o documento vista pelo The Wall Street Journal, está o objetivo de reduzir a dependência do bloco da Rússia, que abastece cerca de 30% do gás da UE, o que torna país o maior fornecedor para a região.

No curto prazo, a comissão disse que os passos precisam ser tomados para mitigar uma possível "grande interrupção" das ofertas de gás natural no próximo inverno, de acordo com o documento. A comissão afirmou também que vai concentrar seus esforços nos seis países da UE que são 100% dependentes do gás russo - como a Letônia e Estônia - por meio do aumento das reservas de gás e do desenvolvimento de infraestrutura de emergência, como o armazenamento de gás extra.

No prazo mais longo, a comissão deseja aumentar as importações de gás da Noruega e Argélia e explorar acordos futuros de gás com países do Mediterrâneo, como Israel, Grécia e Chipre. A Comissão também proporá construir mais terminais de gás natural liquefeito ao longo das costas da Europa para receber mais suprimentos do Qatar e dos EUA, a partir do quais espera começar a exportar gás já em 2018, graças ao boom de xisto e gás dos EUA.

A Comissão deseja ainda criar um corredor de gás do sul, que permitirá que o gás flua a partir do Mar Cáspio, em um desafio direto ao South Stream, um projeto de gasoduto russo de US$ 16 bilhões que alimentará com gás o sudeste da Europa contornando a Ucrânia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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