UE fecha acordo sobre sanções contra a Líbia

Restrições acetrtadas inclui embargo à venda de armas; medida deve ser adotada semana que vem.

Márcia Bizzotto, BBC

25 de fevereiro de 2011 | 17h21

Para Catherine Ashton, 'é hora de agir' a respeito da crise na Líbia

Os países-membros da União Europeia concordaram nesta sexta-feira em impor um embargo de armas contra a Líbia e bloquear os bens de autoridades do governo líbio em seu território.

Entre as restrições acertadas também a proibição de venda para a Líbia de outros equipamento, além de armas, que possam ser usados para reprimir manifestantes e a proibição da entrada de personalidades líbias em território europeu durante um período de tempo indeterminado.

A lista de pessoas afetadas ainda não está definida, mas deve incluir o líder do país, Muamar Khadafi, e membros de sua família.

O acordo para a adoção das sanções foi alcançado nesta sexta-feira durante uma reunião de altos funcionários dos países membros do bloco, em Bruxelas, e poderá ser formalizado na segunda-feira, durante uma reunião de ministros de Energia.

Até lá, as autoridades europeias esperam ter concluído a repatriação dos cerca de 3,5 mil europeus que ainda estão na Líbia.

Intervenção militar

A iniciativa é uma resposta à violência empregada pelo governo de Khadafi para reprimir as manifestações populares que tomam conta do país norte-africano desde a semana passada exigindo reformas democráticas e a renúncia do líder.

"É hora de agir. Devemos exercer toda a pressão possível para tentar deter a violência", afirmou a chanceler da União Europeia, Catherine Ashton, durante uma reunião de ministros de Defesa da UE na cidade húngara de Godollo.

No entanto, Ashton assegurou que a opção de uma intervenção militar "não foi levantada por ninguém até agora".

Também presente na reunião, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, informou que a Aliança estuda a possibilidade de estabelecer uma área de proibição de voos sobre a Líbia com o objetivo de evitar que o Exército possa bombardear alvos civis, como teria ordenado Khadafi.

O estabelecimento desse perímetro dependeria de um mandato do Conselho de Segurança da ONU, explicou Rasmussen.

Ajuda Humanitária

Em paralelo, a Comissão Europeia (órgão Executivo da UE), anunciou nesta sexta-feira que destinará 3 milhões de euros em ajuda humanitária para atender às necessidades básicas da população civil que está fugindo da Líbia para os países vizinhos.

Os fundos serão entregues a agências da ONU, à Cruz Vermelha Internacional e a outras ONGs que atuam nesses países.

A Organização Internacional para a Migração (OIM) estima que necessita pelo menos US$ 11 milhões para auxiliar uma primeira leva de refugiados da Líbia.

Segundo a organização, 40 mil pessoas já cruzaram a fronteira com o Egito e com a Tunísia "nos últimos dias" em um fluxo que aumenta diariamente.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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