UE impõe sanções à Síria e pede fim da repressão

CORRESPONDENTE / GENEBRA

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

A União Europeia congelou ontem os bens do presidente sírio, Bashar Assad, e o colocou na lista de pessoas proibidas de entrar em seus 27 países-membros. O bloco também incluiu em sua lista mais de cem empresas do Irã, aliado do regime sírio.

Esta é a primeira vez que os europeus optam pelo caminho de sancionar Assad. Medidas similares foram tomadas contra os ex-ditadores Zine Ben Ali, da Tunísia, e Hosni Mubarak, do Egito, além do líder líbio, Muamar Kadafi. Os EUA também já haviam adotado sanções parecidas contra o presidente sírio.

Para a UE, a violenta repressão aos protestos no país é inaceitável. Reunidos em Bruxelas, os chanceleres da UE pediram o fim imediato da violência, das prisões, torturas e assassinatos. A UE também denunciou a intimidação que sofrem médicos e jornalistas. Segundo o bloco, reformas políticas são a única forma de pacificar o país.

"A repressão continua", afirmou o chanceler britânico, William Hague. Para o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, Assad optou pela violência. " A UE precisa dar uma resposta", afirmou.

Segundo a ONU, mais de 900 pessoas já morreram na Síria desde o início dos protestos.

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