UE imporá sanções se Rússia não cooperar na Ucrânia

Vários ministros de Relações Exteriores da União Europeia ameaçaram, nesta segunda-feira, impor novas sanções à Rússia se o país não cooperar com o plano de paz proposto pela Ucrânia e não parar de enviar armas e militantes para o território ucraniano.

Agência Estado

23 de junho de 2014 | 11h36

A Rússia está "conduzindo uma guerra de propaganda a toda a velocidade e sem sinais de que irá fechar a fronteira", disse o ministro de Relações Exteriores sueco, Carl Bildt.

O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, disse que se necessário a UE poderá chegar a um acordo para a adoção de novas sanções contra a Rússia durante uma cúpula com líderes dos 28 países do bloco, que acontece na sexta-feira. "Estamos prontos para tomar essas medidas", afirmou ele.

"Esperamos que a Rússia tome ações verdadeiras para interromper o fluxo de armas na fronteira com o leste da Ucrânia e que encoraje os grupos armados ilegais a parar o que estão fazendo agora mesmo", declarou Hague.

O novo ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, também participou da reunião da UE nesta segunda-feira em Luxemburgo. Ele vai explicar a seus colegas o plano de paz proposto pelo presidente Petro Poroshenko, que inclui pedidos para um diálogo político, sugere a descentralização do poder - o que significa mais autoridade política para as regiões -, e prevê medidas para proteger os direitos dos falantes de russo no leste ucraniano.

"Agora esperamos que a Rússia apoie o plano", disse Hague.

O ministro de Relações Exteriores da Lituânia, Linas Linkevicius, também pediu à Rússia que pare de enviar militantes e armas pesadas para evitar sanções mais duras.

A UE e os Estados Unidos até agora ordenaram a proibição da concessão de vistos e o congelamento de bens de uma série de autoridades russas, mas não chegaram a impor amplas sanções econômicas. Os líderes da UE farão uma análise da situação na sexta-feira.

No domingo, o presidente russo Vladimir Putin expressou seu apoio ao cessar-fogo e pediu aos dois lados que negociem. O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou nesta segunda-feira durante visita a Armênia que Moscou apoia a iniciativa de lançar um diálogo político na Urânia como a única forma de "garantir a igualdade de direitos e de liberdade dos cidadãos em todas as regiões do país". Fonte: Associated Press.

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