UE inicia cúpula histórica sobre expansão

Os líderes dos 15 países União Européia (UE) deram início, na capital dinamarquesa, a uma histórica reunião de cúpula, destinada a ratificar sua expansão em 2004, sem novas ofertas financeiras aos 10 candidatos - Polônia, Hungria, República Checa, Eslováquia, Eslovênia, Letônia, Lituânia, Estônia, Chipre e Malta. Ao contrário, lançaram até uma advertência à Polônia, por meio de Anders Fogh Rasmussen, primeiro-ministro da Dinamarca - país que exerce a presidência rotativa da UE. "Não há mais dinheiro para oferecer aos candidatos. Se a Polônia mantiver sua reivindicação adicional, corre risco real de retardar sua admissão para 2007", alertou. Maior e mais populoso dos candidatos, a Polônia pede uma cota maior de ajuda financeira para se adequar às exigências da UE. "Recebi clara sinalização dos demais membros efetivos da união para não ultrapassar a última oferta", insistiu. Os 15 da UE fixaram o custo de expansão em cerca de US$ 40 bilhões. No exercício da presidência rotativa, Rasmussen foi incumbido de dividir essa soma entre os dez candidatos. "Apresentamos pacotes individuais e alguns membros efetivos da UE acharam que fomos generosos em demasia, mas acabaram aceitando nossa estratégia, com a condição de não ir além", acrescentou o primeiro-ministro dinamarquês que, amanhã, vai se reunir com o colega polonês, Leszek Miller. "Vamos tentar chegar a um acordo". Ele disse que pretende fechar um acordo com os dez ainda amanhã, mas existe a possibilidade de que os debates se estendam até sábado. Hoje, os chefes de Estado e governo participaram de um banquete, onde discutiram os problemas da expansão e a "questão turca".

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