UE introduz novas sanções contra o Irã

Medidas incluem restrições a empréstimos público e inspeções de carga para evitar contrabando

Associated Press e Efe,

08 de agosto de 2008 | 09h43

Os países da União Européia (UE) introduziram novas sanções contra o Irã por causa do programa nuclear da república islâmica, anunciou nesta sexta-feira, 8, a Presidência do bloco de 27 nações. As medidas incluem restrições a empréstimos públicos e inspeções de carga mais rigorosas e representam uma aplicação das punições previstas na última resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema, informou a UE.A resolução em questão pede "vigilância" no momento de assumir novos compromissos de financiamento público para o comércio com o Irã, inclusive com relação às garantias de crédito de exportação. As sanções também estão em linha com um acordo fechado durante uma reunião de embaixadores europeus no mês passado.   A decisão também representa a imposição de novas inspeções em aviões e navios que viajem para o Irã ou que venham do país, especialmente os das companhias Iran Air Cargo e Islamic Republic of Iran Shipping Line, para assegurar que não serão introduzidos produtos de contrabando no país.   Desde junho, as entidades bancárias iranianas não podem realizar atividades econômicas na UE, devido às sanções do bloco. Além disso, várias pessoas envolvidas nos programas iranianos de enriquecimento nuclear e desenvolvimento de mísseis balísticos estão proibidas de entrar nos países do bloco.   Na última quarta-feira, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) e Alemanha concordaram em promover novas sanções contra o Irã diante da recusa deste país em abandonar o programa nuclear. As potências do grupo negociado para a questão nuclear iraniana, formado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, consideram que Teerã não ofereceu uma "resposta clara" a sua proposta de incentivos para descartar o projeto atômico.   O plano apresentado por estes países oferecia ao Irã entrar em um período de pré-negociação de seis semanas, durante o qual poderia continuar com a atividade nuclear ao nível atual, mas se comprometeria a não colocar novas centrífugas em funcionamento. Em troca, os países negociadores não adotariam novas sanções contra o Irã e, depois disso, as negociações passariam a uma outra fase, de discussões formais, durante as quais Teerã aceitaria encerrar seu programa nuclear.

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