UE 'lamenta profundamente' morte de dissidente cubano

A Comissão Europeia disse hoje lamentar a morte do preso político cubano Orlando Zapata. O dissidente morreu após uma longa greve de fome, com a qual tentava pressionar Havana a avançar no setor de direitos humanos. "Nós lamentamos profundamente a morte de Orlando Zapata e oferecemos nossas condolências à sua família", afirmou John Clancy, porta-voz da Comissão da União Europeia.

AE, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2010 | 11h45

Funcionários do setor de saúde anunciaram ontem, em Cuba, a morte do preso político de 42 anos. Zapata estava em greve de fome havia 85 dias, levando outros dissidentes a culpar o governo por sua morte. Detido desde 2003, ele foi descrito como um preso de consciência pela Anistia Internacional. O dissidente já havia culpado a piora de sua saúde em razão das condições ruins nas prisões cubanas.

A União Europeia continua a pedir que o governo cubano "melhore efetivamente a situação de direitos humanos no país, libertando incondicionalmente todos os prisioneiros políticos", afirmou Clancy à agência France Presse. "Essas questões são discutidas no nível mais alto no âmbito do diálogo político entre UE e Cuba e permanecem uma prioridade da UE", disse o funcionário.

O anúncio da morte ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou para uma visita oficial a Cuba. No domingo, 50 presos políticos, membros de um grupo de 75 pessoas condenadas em 2003, pediram em carta que Lula, durante sua visita, intercedesse por eles em conversas com autoridades. As informações são da Dow Jones.

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