UE: Líderes avaliam com otimismo acordo de orçamento

Os líderes europeus chegaram nesta sexta-feira a um acordo sobre o orçamento da União Europeia para os próximos sete anos e o avaliaram como positivo. Ainda não foram divulgados detalhes do orçamento, mas uma fonte afirmou que a proposta apresentada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, previa um limite para os novos gastos da UE em 960 bilhões de euros (US$ 1,29 trilhão). O valor é mais baixo do que o montante de 1,03 trilhão de euros que a Comissão Europeia, braço executivo da UE, havia proposto anteriormente. O acordo marcará o primeiro corte de gastos nos 56 anos de história da UE.

AE, Agência Estado

08 de fevereiro de 2013 | 16h22

O presidente da França, François Hollande, chamou o acordo de um "bom compromisso". "O acordo foi, como sempre, demorado para ser alcançado, mas acredito que é um bom compromisso", afirmou, no fim da maratona de negociações que durou 25 horas. Segundo ele, se o acordo não fosse satisfatório, ele não o teria assinado.

O primeiro-ministro interino da Itália, Mario Monti, também achou o acordo satisfatório, dizendo que ele vai tirar menos riquezas do país. "Estou satisfeito com o resultado, nos preparamos bem e fomos rígidos na negociação. Enfrentei os colegas com a possibilidade concreta de veto", disse.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que o acordo promove o crescimento, não sobrecarrega contribuintes líquidos e criar um ambiente estável para investimentos direto no bloco dos 27 países. "Na minha opinião, esse acordo é bom e importante. Ele envia um sinal para todos que estão fora da Europa que a UE está pronta e pode agir". Segundo Merkel, "o acordo estabelece três prioridades - mais crescimento, um limite (financeiro) mais alto, e justiça para os contribuintes líquidos".

Os compromissos da Alemanha na proposta orçamentária foram levemente mais altos, enquanto o de alguns países, como o Reino Unido e Itália, diminuíram.

Após o fim das negociações, o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, afirmou que o país pode ficar contente com orçamento da UE para os próximos sete anos. "Após uma noite longa e um dia longo, a Holanda pode ficar contente com esse resultado. Nós mantivemos nosso estorno... a proposta da Comissão era muito diferente." O estorno anual holandês, que inclui tanto um valor fixo de 728 milhões de euros (US$ 982 milhões) quanto um estorno de valor agregado estimado em 359 milhões de euros, totaliza 1,08 bilhão de euros.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou que o novo acordo para cortar o orçamento da União Europeia mostra como o "novo ajustamento" do país com a UE pode funcionar. No mês passado, Cameron fez um discurso no qual ele disse que buscaria renegociar os termos da participação do Reino Unido na UE e depois realizar um referendo público sobre a permanência do país no bloco. "Eu diria que nos eventos das últimas 48 horas, onde formamos uma aliança forte, nós tivemos uma visão muito forte, nós realmente dissemos que vamos cortar o cartão de crédito da Europa e nós cortamos o cartão de crédito da Europa de tal forma que a despesa estará devidamente limitada no futuro, o que, na minha opinião, é parte do novo ajuste que nós tanto precisamos na União Europeia", ressaltou. As informações são da Dow Jones.

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