UE manifesta "solidariedade ilimitada" aos EUA

Os líderes dos 15 países membros da União Européia (UE) manifestaram "solidariedade ilimitada" aos Estados Unidos, na luta contra o terrorismo internacional. Reunidos extraordinariamente, eles consideraram "legítima" uma eventual operação armada de retaliação contra os responsáveis pelos atentados do dia 11 ao World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington.Líder da ofensiva diplomática em apoio aos EUA, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, classificou a decisão de histórica e pediu providências imediatas para colocar em marcha as decisões adotadas nos campos financeiro, jurídico, policial e de segurança para combater a rede terrorista internacional.Por sua vez, o chanceler alemão, Gehrard Schroeder, expressou "grande contentamento" pelo que classificou de "posição clara e firme da comunidade". O presidente da França, Jacques Chirac, ressaltou a "unanimidade dos 15" na reafirmação da solidariedade aos Estados Unidos. "Uma solidariedade de coração e também de razão, porque todas as grandes nações podem ser alvo do terrorismo internacional."Segundo Chirac, os membros da UE poderão definir sua parcela de cooperação numa eventual ação militar liderada pelos Estados Unidos.No plano jurídico, a UE decidiu reformar a legislação vigente para substituir a extradição por um processo de detenção e entrega rápida dos suspeitos. Os ministros do Interior da UE receberam instruções para concluir os ajustes até dezembro. Foi também pedido a eles a identificação de terroristas na Europa, bem como das organizações que os apóiam.Outra resolução adotada foi melhorar o intercâmbio de informações entre os serviços secretos dos países membros, com a criação de equipes comuns de investigação. Essa equipe trabalhará, sempre que possível, em colaboração com a Europol. Haverá estreita cooperação desses serviços com a CIA e o FBI. Em breve, serão baixadas medidas para combater as fontes de financiamento do terrorismo e a lavagem de dinheiro.No âmbito da segurança, haverá maior vigilância nos aeroportos no controle de bagagens e providências para impedir que estranhos invadam as cabines de pilotagem dos aviões.

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