UE mantém crítica contra campanha russa na Chechênia

Apesar do apoio à luta internacional contra o terrorismo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não deve esperar relaxamento das pressões por parte da União Européia na questão dos direitos humanos na Chechênia, informaram hoje autoridades da UE. Momentos antes da chegada do líder russo a Bruxelas, onde realizará uma visita oficial, a UE informou que a resposta coordenada aos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos dominará os dois dias de reunião entre o bloco e a Rússia que será inaugurada amanhã. O tema será levantado novamente na sessão de quarta-feira entre Putin o secretário-geral da Otan, lorde Robertson. A "área mais óbvia" para intensificarmos nossa cooperação é "a eliminação das fontes de financiamento das organizações terroristas", incluindo o combate à lavagem de dinheiro, afirmou Reijo Kemppinem, porta-voz da comissão executiva da UE. Segundo ele, os líderes buscarão caminhos para melhorar a comunicação entre as agências de promoção legal, assim como para ajudar a Rússia a controlar suas fronteiras e cessar o tráfico ilegal de armas. Embora reconheçam uma mudança no ambiente desde os ataques terroristas e elogiem o oferecimento de solidariedade feito por Putin, autoridades da UE insistem no fato de que não diminuirão as críticas com relação aos abusos dos direitos humanos supostamente cometidos pela Rússia na Chechênia. Moscou rejeita veementemente acusações segundo as quais não estaria respeitando os direitos humanos em sua campanha militar contra os rebeldes chechenos, afirmando que está combatendo uma ameaça terrorista dentro de suas próprias fronteiras.

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