UE mantém posição comum a respeito de Cuba, mas estuda aproximação

LUXEMBURGO- A União Europeia decidiu manter nesta segunda-feira, 25, sua "posição comum" que desde 1996 condiciona suas relações com Cuba a avanços nos direitos humanos da ilha, mas propôs um diálogo de alto nível para discutir reformas econômicas.

Agência Estado e Reuters,

25 de outubro de 2010 | 18h05

 

Os ministros de Relações Exteriores encarregaram nesta sua Alta Representante, Catherine Ashton, de estabelecer contatos políticos com Cuba para estudar possíveis formas de avançar na relação entre o bloco e a ilha caribenha.

 

Catherine, que terá que atuar dentro do marco da atual posição comum da UE sobre Cuba, se comprometeu a relatar o resultado de uma missão em dezembro, na qual espera "estabelecer contatos" com o governo, , embora não esteja prevista uma viagem oficial ao país.

Os ministros debatiam a resposta da UE à recente decisão de Havana de libertar 42 presos políticos e anunciar algumas reformas econômicas.

 

Ao falar sobre estas decisões, Catherine disse que o chanceler espanhol Miguel Moratinos, que acaba de deixar o cargo, fez um trabalho "fenomenal" e que seu esforço "alcançou, na relação bilateral, uma demonstração de que Cuba está disposta a um acordo".

 

A UE e os Estados Unidos pressionaram Cuba durante anos para que liberte os presos políticos, melhore a situação dos direitos humanos e avance a uma democracia.

 

As críticas internacionais contra a ilha aumentaram após a morte do preso político Orlando Zapata em fevereiro, após uma longa greve de fome para exigir melhores condições de cárcere.

 

O presidente Raúl Castro fez um acordo um julho com a igreja católica da ilha para a libertação de 52 dissidentes presos, a maioria dos quais viajou à Espanha. O governo da ilha também começou a libertar outros dissidentes que não pertencem a esse grupo.

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