UE não entrega aos EUA terroristas que podem pegar pena de morte

A União Européia tornou pública, nesta sexta-feira, uma lista com 47 pedidos que lhe foi entregue pelos Estados Unidos para ajudar no combate ao terrorismo internacional. A UE não terá grandes dificuldades em atender a todos, com exceção de um: a extradição de suspeitos de atos terroristas em território americano detidos em países da comunidade. Isso porque vigora nos EUA a pena de morte, abolida há muitos anos pelos 15 países integrantes da UE. Os pedidos foram feitos diretamente ao italiano Romano Prodi, presidente da Comissão Européia (CE), o órgão executivo da União Européia. Ele disse que muitas das reivindicações do presidente americano, George W. Bush, já foram atendidas pela UE na reunião de cúpula de Bruxelas no início do mês. Citou como exemplos o congelamento em bancos europeus dos ativos das organizações que, segundo as autoridades americanas, apóiam financeiramente a Al-Qaeda, a rede terrorista do milionário saudita Osama bin Laden, e providências para detectar lavagem de dinheiro do terror e do narcotráfico. No entanto, funcionários da UE acham impossível atender a pedidos de extradição de pessoas que possam ser condenadas à morte. "Os Estados integrantes da UE são signatários da Convenção Européia de Direitos Humanos, que condena a pena de morte", lembrou um deles. A Casa Branca solicitou à UE o que classificou de "fim da discriminação contra os pedidos de extradição feitos pelos EUA", numa referência a vários suspeitos de envolvimento nos ataques a embaixadas americanas na África, Nova York e Washington, presos na Grã-Bretanha, França e Alemanha. Leia o especial

Agencia Estado,

26 Outubro 2001 | 22h39

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