UE pede à China que restrinja uso da violência no Tibet

Os dirigentes da UniãoEuropéia (UE) conclamaram a China na sexta-feira a agir commoderação no Tibet, depois da violência registrada em Lhasadurante manifestações pró-independência, afirmou o ministrofrancês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner. "Nós pedimos moderação da parte das autoridades chinesas.Pedimos que os direitos humanos sejam respeitados. Há umacondenação bastante contundente vinda de todos, do ConselhoEuropeu e dos 27 países-membros (do bloco)", disse Kouchner. Um comunicado acertado pelos líderes da UE ao final de umacúpula de dois dias, realizada em Bruxelas, também defendeu alibertação das pessoas presas no Tibet. As passeatas pacíficas realizadas por monges budistas nosúltimos dias deram lugar aos maiores e mais ferozes protestosocorridos na região em quase duas décadas, e isso a apenasalguns meses das Olimpíadas de Pequim. Os manifestantes queimaram lojas e veículos na sexta-feirae gritaram palavras de ordem em defesa da democracia, fazendocom que o Dalai Lama apelasse ao governo chinês a fim de queparasse de usar a "força bruta". O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, afirmouem uma entrevista coletiva realizada após a cúpula: "Estamosmuito preocupados com o que está acontecendo no Tibet." Segundo Kouchner, o comunicado dos líderes da UE nãomencionou os Jogos Olímpicos porque o evento ocorre em agosto. "A França não é a favor de um boicote. Mas a França poderiachamar atenção para o fato de os Jogos coincidirem com osapelos feitos pelos tibetanos, apelos esses que a China precisalevar em conta", afirmou. (Por Huw Jones e Adrian Croft)

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