UE pede a futuros membros que não assinem tratado com EUA

A União Européia (UE) justificou nesta quarta-feira sua decisão de solicitar aos países aspirantes a ingressar no bloco que não assinem acordos com os EUA que protejam as tropas americanas de serem julgadas por um novo tribunal internacional para crimes de guerra. Os EUA consideraram tal requisito "inadequado". Uma dezena de países - em sua maioria, ex-Estados comunistas da Europa Oriental - querem incorporar-se à UE, bloco atualmente composto por 15 nações, e, para isto, devem adequar sua política exterior à da União. Um desses países, a Romênia, concordou este mês em não entregar cidadãos americanos ao novo tribunal. Após essa medida, a comissão executiva da UE solicitou a outros países aspirantes que aguardem uma decisão do bloco a respeito do pedido americano. "Qualquer sugestão para que os países aspirantes à UE suspendam suas decisões até que a União Européia as estude é, a nosso ver, inadequada", comentou na terça-feira o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Reeker. No entanto, funcionários da UE disseram que o pedido era adequado, já que o bloco exige que os países aspirantes adaptem suas políticas à da União como requisito para seu ingresso. "Está claro que os países candidatos deveriam, pelo menos, participar das discussões no âmbito da UE", disse Laurent Behamou, um porta-voz do comissário de Relações Exteriores da UE, Javier Solana. Os chanceleres da UE deverão debater a solicitação formulada pelo bloco em sua reunião de 30 e 31 de agosto. Os EUA se negaram a aceitar o Tribunal Penal Internacional, temendo que sua tropas sejam julgadas por ações durante operações de manutenção da paz ou em combates.

Agencia Estado,

14 Agosto 2002 | 18h31

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