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UE pede ajuda da Síria para crises no Líbano e no Iraque

O chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, pediu nesta quarta-feira, 14, à Síria que se empenhe mais em reduzir a tensão no Líbano e no Iraque. A visita dele a Damasco encerrou dois anos de suspensão das negociações bilaterais. Solana afirmou ainda que a UE apóia a Síria na sua tentativa de reaver as Colinas de Golã ocupadas por Israel. Antes de se reunir com o presidente Bashar Al Assad, Solana pediu a autoridades sírias que reprimam o suposto tráfico de armas na fronteira com o Líbano e que contribuam para a estabilização do Iraque, segundo diplomatas europeus. "A mensagem de Solana é de que isso pode ser o começo. Temos de ver passos concretos", afirmou um diplomata. O espanhol visita também Líbano e Arábia Saudita nesta viagem, que ocorre depois de a França revogar suas objeções a contatos da UE com o governo sírio, acusado em um inquérito da ONU de envolvimento na morte do ex-premiê libanês Rafik Al Hariri, em 2005, o que Damasco nega. A UE quer que os sírios apóiem a criação de um tribunal internacional para julgar os suspeitos do crime. Além disso, a Síria é considerada essencial para acabar com quatro meses de impasse político no Líbano entre o governo, pró-Ocidente, e os grupos de oposição Hezbollah e Amal, patrocinados por Damasco. Questionado na segunda-feira em Beirute sobre a possibilidade de que armas estejam entrando no Líbano pela fronteira com a Síria, Solana disse que essa é praticamente a única forma, uma vez que o litoral está patrulhado por barcos europeus e a única outra fronteira terrestre do país é com Israel. "De onde vêm as armas? Não posso dizer. Mas posso dizer de onde é muito difícil que venham", afirmou. As autoridades da UE não esperam grandes resultados da visita de Solana a Damasco e não querem passar a impressão de que a Síria vai se livrar do caso Hariri. As autoridades sírias dizem estar cooperando também na questão do Iraque, lembrando que no sábado passado seus representantes se sentaram à mesa com os EUA em Bagdá para discutir formas de controlar a situação. Mas Damasco estabeleceu um preço para a cooperação, o que inclui a busca por apoio americano em sua campanha para retomar as colinas do Golã, ocupadas por Israel há quase 40 anos.Israel ocupou as Colinas de Golã da Síria na Guerra dos Seis Dias (1967), e depois novamente na Guerra do Yom Kippur, em 1973.As Colinas de Golã foram incorporadas por Israel por conta da Lei das Colinas de Golã, de 14 de dezembro de 1981, durante o governo de Menachem Begin. No entanto, a Síria continua a reivindicá-las, assim como o Líbano, que reclama uma pequena parte da área.

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