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UE pede diálogo entre Rússia e Ucrânia

Ministros discutem reação do bloco à crise, considerada a mais grave da Europa neste século

O Estado de S. Paulo,

03 de março de 2014 | 12h58

BRUXELAS  - Os ministros europeus das Relações Exteriores, que realizam nesta segunda-feira uma reunião extraordinária após o desdobramento de tropas russas na região autônoma ucraniana da Crimeia, insistem em que o diálogo entre Moscou e Kiev é a única via para alcançar uma solução ao conflito.

O ministro britânico para a Europa, David Lidington, considerou a situação atual na Crimeia o maior problema de segurança na Europa "desde o fim da Guerra Fria", e assinalou que a Rússia incorreu em uma "flagrante violação" dos acordos internacionais em relação à soberania e integridade territorial da Ucrânia, uma opinião que compartilhou o ministro húngaro, János Martonyi.

Tanto o ministro britânico como o lituano, Linas Antanas Linkevicius, defenderam a necessidade de contatos entre Rússia e Ucrânia para resolver a situação e "diminuir a tensão". O responsável irlandês das Relações Exteriores, Eamon Gilmore, foi além e mencionou que "o uso de sanções é uma das opções que serão discutidas hoje" no Conselho.

Para o ministro alemão, Frank-Walter Steinmeier, "seria melhor criar transparência sobre o que ocorre no terreno no leste da Ucrânia e na Crimeia em lugar de ter de depender de rumores", e assinalou que por isso seu país propôs o envio de uma missão da OSCE.

Ele defendeu adotar "mensagens fortes", mas também discutir possibilidades que "ajudem as duas partes em conflito a dialogar", e lembrou experiências anteriores em que mantiveram contatos com diferentes atores internacionais como os europeus, Ucrânia e Rússia e mais sócios como a OSCE.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, assinalou que condena a intervenção russa na Ucrânia e vê necessária uma "mediação, um diálogo". / EFE

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