UE pede o fim imediato da violência no Sri Lanka

A União Européia (UE) exigiu nesta quinta-feira o imediato fim das hostilidades entre tropas governamentais do Sri Lanka e rebeldes do grupo Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE). "A violência sem nexo não resolverá o conflito étnico no Sri Lanka", informou a UE em um comunicado, acrescentando que o órgão está "profundamente preocupado com a crescente crise humanitária no Sri Lanka e com o sofrimento de pessoas inocentes".O comunicado foi enviado pelo Ministério do Exterior da Finlândia, país que atualmente ocupa a presidência da UE. O documento reiterou o "total apoio" da UE para o processo de paz e para o trabalho da Noruega - mediadora da crise.Centenas de rebeldes e tropas governamentais foram mortos na última semana em confrontos no norte da península de Jaffna, segundo informaram militares do Sri Lanka. As batalhas foram as mais violentas desde que os dois lados assinaram um acordo de cessar-fogo em 2002, que, acreditava-se, acabaria com uma das mais antigas guerras civis da Ásia."Há cerca de 130 mil refugiados desde sete de abril nas áreas conflituosas, e o número está crescendo diariamente", informou a UE, pedindo que "ambas as partes garantam o livre acesso das agências assistenciais ao povo afetado" pelo conflito. A UE afirmou que se preocupa com as condições de trabalho das organizações não-governamentais no Sri Lanka após a morte de 17 trabalhadores de uma ONG francesa.

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