UE pede pressão da Otan na Líbia até renúncia de Kadafi

O presidente do Conselho Europeu da União Europeia, Herman Van Rompuy, pediu neste domingo que os aliados mantenham a pressão militar sobre o governante líbio, Muamar Kadafi, até sua renúncia. Van Rompuy disse que o "principal objetivo" da missão liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia é a queda do líder.

AE, Agência Estado

17 de abril de 2011 | 12h15

"Kadafi ainda está lá, mas enfraquecido", disse o ex-premiê belga em entrevista a vários meios franceses, a emissora TV5 Monde, a rádio RFI e o jornal Le Monde. "Eu penso que devemos manter a pressão militar - que não é uma ação da União Europeia, mas da Otan - e agir de modo que ele se vá. Este é o principal objetivo."

A Otan lidera a missão internacional amparada por uma resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU, determinando que se faça todo o possível para proteger os civis líbios. A resolução não explicita, porém, a necessidade de uma mudança de regime.

Van Rompuy confirmou que a UE propôs a criação de uma força liderada pelo bloco europeu para proteger civis na cidade de Misurata, controlada pelos rebeldes mas cercada por forças de Kadafi. Segundo ele, porém, essa força não será estabelecida antes de uma aprovação da ONU.

Van Rompuy concordou com um artigo assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pelo francês, Nicolas Sarkozy, e pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, ressaltando que era importante haver uma troca de regime na Líbia. "Nós não podemos proteger adequadamente a população civil se o grupo de Kadafi não partir", disse ele. As informações são da Dow Jones.

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