UE pede que China reduza pressão contra multinacionais

Empresas foram envolvidas em investigações nos últimos meses; governo alega que vigia de maneira equânime as companhias

Agência Estado

13 de agosto de 2014 | 10h53

A Câmara de Comércio da União Europeia pediu à China que reduza a pressão contra as companhias estrangeiras e que seja imparcial na imposição das leis contra monopólio no país.

O apelo ocorre após agências reguladoras chinesas aplicarem legislações antitruste contra companhias multinacionais em operação no país. O setor automotivo tem sido particularmente atingido, com acusações de comportamento anticompetitivo.

A câmara afirmou em comunicado nesta quarta-feira que companhias europeias têm sido intimidadas a aceitar punições sem o devido processo legal. As autoridades chinesas aconselharam as empresas a não contestar as investigações ou procurar assistência legal ou do governo, segundo o documento.

"Leis contra monopólio não podem ser usadas como um instrumento administrativo para punir companhias ou forçar reduções de preço", disse a instituição europeia, que representa 1.800 empresas na China.

O governo da China informou que vigia de maneira equânime as companhias domésticas e estrangeiras. O Ministério do Comércio e Desenvolvimento Nacional não respondeu aos pedidos de comentário sobre o comunicado da UE.

Nos últimos meses, fabricantes como Audi AG, Daimler AG, Mercedes-Benz, além de empresas de tecnologia como a Microsoft e a Qualcomm, foram envolvidas em investigações das autoridades chinesas. Em alguns casos, as razões dos processos não foram divulgadas. Algumas empresas automobilísticas também foram obrigadas a baixar os preços praticados no país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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