UE pede uma resolução 'efetiva' da ONU sobre Síria

A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse que há necessidade de uma resolução "efetiva" do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unido que garanta a destruição "rápida e segura" das armas químicas da Síria.

AE, Agência Estado

17 Setembro 2013 | 09h13

O relatório dos inspetores de armas da ONU confirmaram que foguetes carregados com gás sarin foram os responsáveis pela morte de um grande número de civis nos arredores de Damasco no dia 21 de agosto.

Em um comunicado sobre o ataque, Ashton disse que "não pode haver impunidade e os autores dos ataques precisam ser responsabilizados".

Em meio a disputas internacionais sobre se o Conselho de Segurança da ONU deve aprovar uma resolução para pressionar a Síria a destruir ou entregar suas armas químicas até meados de 2014, Ashton disse: "Eu repito meu apelo ao Conselho de Segurança da ONU que assuma as suas responsabilidades em concordar rapidamente em uma resolução efetiva".

A Rússia e os EUA chegaram a um acordo no fim de semana para dar a Síria até o meio do ano que vem para destruir ou colocar sob controle internacional suas armas químicas. O plano foi desenvolvido em resposta ao ataque com este tipo de armamentos em 21 de agosto e a escalada de tensões entre a Síria e os EUA. O país do presidente Bashar Assad deve dar detalhes sobre seu arsenal de armas químicas até sexta-feira.

Os EUA e seus aliados no Conselho de Segurança da ONU disseram na segunda-feira que devem renovar os esforços em direção a uma resolução internacional que contenha ameaça de sanções, se Damasco não cumprir com as exigências.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, rejeitou os pedidos por uma resolução mais dura da ONU sobre a Síria e os chamou de uma "realidade distorcida."

Em sua declaração, Ashton definiu os ataques com armas químicas do mês passado de "uma violação do direito internacional, um crime de guerra e um crime contra a humanidade". Fonte: Dow Jones Newswires.

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