UE planeja suspender regras de quarentena para viajantes a partir de 1º de julho

Cidadãos europeus terão passaportes digitais para comprovar imunização; teste negativo ou prova de recuperação recente também poderão ser usados

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2021 | 21h24

A Comissão Europeia propôs nesta segunda-feira, 31, a suspensão da exigência de quarentena para pessoas que viajem entre os países do bloco a partir do dia 1º de julho. O esquema envolveria uso de passaportes digitais de vacinação e certificados de saúde. Com a chegada do verão, o acordo busca unificar procedimentos e facilitar o ingresso em países dependentes do turismo, como Itália e Grécia

Cidadãos europeus poderão transitar entre os países do bloco portando o passaporte digital de vacinação da União Europeia (UE), que passará a ser emitido nesta terça-feira, 1. A partir do dia 1º de julho, todos os países do bloco serão obrigados a aceitar o documento como prova de imunização. 

Pessoas que ainda não tiverem sido vacinadas poderão evitar a quarentena se apresentarem um teste negativo emitido até 72 (PCR) e 48 (testes rápidos) horas antes da viagem. Documentos que comprovem recuperação recente da doença também serão aceitos.

Crianças não vacinadas não serão submetidas à quarentena se viajarem com pais vacinados. Maiores de seis anos podem ser submetidos a testes.

Com as taxas de infecção em uma trajetória descendente em todo o bloco, a UE tenta unificar as medidas relacionadas à viagem em todos os seus países-membros. A proposta, que está sendo encaminhada aos Estados-membros da UE, é semelhante a uma já acordada para viagens de fora do bloco, para visitantes de países considerados seguros, embora testes ainda possam ser aplicados neste caso. A UE também pediu uma flexibilização gradual das medidas de viagem à medida que as inoculações foram se acelerando. 

A Comissão incluiu um "freio de emergência" na proposta. Na prática, o bloco poderá impor novamente medidas de quarentena a visitantes que venham de países onde existam surtos de infecção ou novas variantes. Viajar de áreas “vermelho-escuras” (mais de 150 casos de covid por 100 mil pessoas nos últimos 14 dias) seria desencorajado. Países “verdes” (menos de 25 casos por 100 mil pessoas) não enfrentariam nenhuma restrição. 

Cerca de metade dos adultos da UE receberam a primeira dose de vacina. Pessoas que se recuperaram recentemente de covid-19 devem ficar isentas de restrições por 180 dias. /Com Reuters

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