UE prepara plano para independência da Palestina em 2005

A União Européia (UE) prepara um plano para que a Palestina se torne um estado independente em 2005. A idéia será oficialmente apresentada hoje pela Dinamarca (que ocupa a presidência pró-têmpore do bloco europeu) aos demais países da UE que, de acordo com fontes diplomáticas, já deram sinais de que irão apoiar o projeto. A idéia dos europeus é ter um plano razoavelmente pronto até setembro, quando o bloco se reúne com a ONU, Estados Unidos e Rússia para debater a paz no Oriente Médio. Segundo a proposta dinamarquesa, a criação do estado palestino ocorreria em três etapas. A primeira fase seria a conclusão de um acordo de segurança entre palestinos e israelenses que pudesse colocar fim à violência recíproca dos últimos dois anos. O acordo teria de ocorrer, na avaliação dos europeus, antes das eleições na Palestina, em janeiro de 2003. A idéia dos dinamarqueses é que, sem uma trégua, as duas partes jamais aceitarão discutir um plano como o da criação de dois estados. A segunda etapa do plano seria a reforma do sistema político palestino, com a adoção de uma constituição democrática e um sistema judiciário independente. Com isso, os europeus esperam que os palestinos possam dar provas de que estão combatendo o terrorismo, o que convenceria os israelenses a aceitar a existência do novo estado.A última fase do processo, então, seria a negociação de um acordo que estabeleceria as fronteiras entre os dois estados, inclusive no que se refere ao status de Jerusalém. CríticasCom a proposta, os europeus esperam apagar a imagem de debilidade do continente em temas relacionados à segurança. Nos últimos anos, a UE tem sido fortemente criticada por não conseguir formar uma política coerente no que se refere aos conflitos armados no mundo. Apesar de criticar a política dos Estados Unidos, os europeus poucas vezes foram capazes de formular propostas concretas para o estabelecimento da paz em uma determinada região. No início do ano, os delegados da UE passaram pelo vexame de irem à Tel-Aviv e sequer serem recebidos pelo premiê israelense, Ariel Sharon.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.