UE pressiona Israel em defesa de palestinos

A União Européia (UE) pressionou Israel nesta sexta-feira, devido ao impacto econômico das medidas de segurança que impedem os palestinos de trabalharem no território israelense, e a suspensão do repasse de impostos à Autoridade Palestina. Numa reunião com Ovadia Sofer, enviado especial do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon, o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, e Chris Patten, comissário de relações exteriores da UE, expressaram "a grande preocupação com o impacto do fechamento dos territórios palestinos e a interrupção do repasse dos impostos", informou a UE por meio de um comunicado.Ainda nesta sexta-feira, a UE garantiu o envio de 13,8 milhões de euros (US$ 12,7 milhões) para a compra de alimentos e como ajuda financeira aos refugiados palestinos. O dinheiro será enviado à agência humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) para ser repassado em seguida a 200.000 dos mais pobres refugiados na Jordânia, no Líbano, na Síria, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, informou a União Européia.Sofer também encontrou-se com Javier Solana, o chefe da política externa e da segurança na UE. Solana pediu a israelenses e palestinos para que façam um "esforço coletivo" para romper o atual ciclo de violência e pediu o fim da restrições de viagens imposta contra os palestinos. O fechamento dos territórios promovido por Israel impede 120.000 palestinos de trabalhar no Estado judeu. Além disso, Israel suspendeu o repasse à Autoridade Palestina dos impostos pagos pelos contribuintes palestinos.

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