UE proíbe transações de seus navios na Costa do Marfim

Embarcações com registro na União Europeia estão proibidas de realizar novas transações financeiras com dois portos de exportação de cacau da Costa do Marfim, disseram fontes europeias na segunda-feira, como parte das sanções impostas após a polêmica eleição de novembro.

REUTERS

17 de janeiro de 2011 | 21h07

A UE congelou no sábado os bens na Europa dos dois principais portos da Costa do Marfim -- país que é o maior exportador mundial de cacau -- alegando que eles estavam "ajudando a financiar o governo ilegítimo do senhor Laurent Gbagbo."

Mas o diretor do porto de Abidjan qualificou as medidas de "idiotas" e argumentou que elas prejudicam apenas as empresas europeias.

Autoridades dizem que as sanções impedem que empresas e navios com registro na UE se envolvam em qualquer transação financeira com os portos, a não ser que haja um contrato prévio.

"Então isso iria essencialmente resultar em uma proibição de negócios com essas entidades", disse à Reuters, por telefone, um membro da Comissão Europeia que ajudou a redigir as sanções.

O objetivo da UE é pressionar o presidente Laurent Gbagbo a aceitar sua derrota na eleição de 28 de novembro. A comunidade internacional considera o oposicionista Alassane Ouattara como legítimo vencedor.

Gael Veyssiere, porta-voz do governo francês, disse que a interpretação do seu país é de que as empresas e operadores da UE estão proibidos de realizar transações financeiras com os portos marfinenses de Abidjan e San Pedro.

"Não sei se os operadores são obrigados a terem contatos diretos com o porto em si, ou se lidam com terceirizados", disse ele. "Mas, de qualquer maneira, nenhuma companhia da UE pode assinar um cheque com qualquer das entidades na lista de sanções."

(Reportagem de Charlie Dunmore e Ange Aboa)

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