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UE proíbe venda de bens de luxo para a Síria

Decisão tem como alvo comunidade empresarial, que é partidária do presidente Bashar Assad e tem importante papel na sustentação do regime

AE, Agência Estado

23 de abril de 2012 | 13h42

LUXEMBURGO - A União Europeia (UE) proibiu nesta segunda-feira, 23, a venda de bens e produtos de luxo para a Síria que possam ter uso militar e também civil. A proibição parece ter como alvo alguns dos mais leais partidários do presidente Bashar Assad: a comunidade empresarial, que tem importante papel na sustentação do regime.

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O influente bloco dos líderes empresariais há tempos troca liberdades políticas por privilégios econômicos na Síria. Até agora, as classes mais ricas têm ficado à margem da questão política, mas se o aperto econômico chegar a elas o jogo pode mudar, dizem analistas.

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse que os ministros de Relações Exteriores dos 27 países do bloco aprovaram novas sanções "por causa das profundas preocupações sobre a situação e a contínua violência, apesar do cessar-fogo".

"Nós esperamos que o governo retire todas as tropas e armamentos pesados das cidades e nós queremos ter certeza que o regime dará amplo acesso às organizações humanitárias."

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 9 mil pessoas tenham sido mortas desde o início do levante. A ONU enviou um grupo de observação avançado de oito pessoas para a Síria para auxiliar na implantação do plano do enviado especial Kofi Annan e encerrar a crise no país. A ONU autorizou o envio de uma missão com 300 observadores.

As informações são da Associated Press.

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