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UE prolonga por seis meses sanções à Rússia por papel na Ucrânia

Punições contra setores energéticos, da defesa e bancos russos ficarão em vigor até 31 de janeiro de 2018; objetivo é incentivar a aplicação dos acordos de Minsk, que buscam pôr fim ao conflito entre forças do governo ucraniano e os separatistas no leste do país

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2017 | 11h09

BRUXELAS - O Conselho da União Europeia (UE) anunciou nesta quarta-feira, 28, o prolongamento por seis meses das sanções econômicas impostas a setores estratégicos russos devido à falta de avanço nos acordos de paz na Ucrânia.

"O Conselho prorrogou até 31 de janeiro de 2018 as sanções econômicas dirigidas a setores específicos da economia russa", indicou o órgão comunitário, em uma nota, aprovando formalmente a decisão política adotada pelos presidentes do bloco na última quinta-feira.

A UE decidiu impor essas sanções contra setores energéticos, da defesa e bancos russos pela primeira vez em 31 de julho de 2014. As medidas foram motivadas pela derrubada de um avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, onde forças leais a Kiev e rebeldes pró-russos se enfrentam.

Os 28 Estados-membros da UE foram ampliando as punições posteriormente e, em meados de março de 2015, decidiram vincular sua duração à aplicação dos acordos de Minsk, que buscam pôr fim ao conflito entre forças do governo ucraniano e os separatistas no leste do país.

Com essa medida, cinco entidades financeiras russas com participação estatal, assim como três empresas russas do setor de energia e da defesa, continuam com acesso limitado aos mercados de capitais europeus.

Também se impôs aos russos a proibição de exportar e importar armas, além da restrição de acesso a tecnologias suscetíveis de serem usadas para produção e exploração de petróleo. Em resposta, Moscou adotou medidas de retaliação contra agricultores europeus. / AFP

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