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UE propõe redistribuição de 40 mil imigrantes entre países do bloco

O plano, que deverá ser aprovado pelos governos locais, poderia ativar pela primeira vez um 'mecanismo de resposta de emergência', previsto para funcionar em casos de 'entrada súbita' de pessoas de outros países

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2015 | 17h25

BRUXELAS - A Comissão Europeia deve apresentar nesta quarta-feira, 27, uma proposta para redistribuir 40 mil sírios e eritreus que chegaram à Itália e à Grécia nos últimos dois anos entre os países europeus.

O plano, que deverá ser aprovado pelos governos locais, poderia ativar pela primeira vez um "mecanismo de resposta de emergência", previsto para funcionar em casos de "entrada súbita" de pessoas de outros países. O plano duraria dois anos e só se aplicaria aos recém-chegados na Itália e na Grécia.

A Comissão Europeia anunciou o plano de redistribuição no início deste mês como parte das medidas de resposta à crise do Mediterrâneo, na qual quase 2 mil pessoas morreram afogadas neste ano tentando chegar à costa italiana.

Vários países reagiram friamente às "quotas" de realocação, já que não ficou claro quantas pessoas seriam alvo do plano, por quanto tempo, e de que países de origem.

Amanhã, a Comissão Europeia deve argumentar que a Itália registrou 277% mais travessias irregulares de fronteira em 2014, na comparação com o ano anterior, o que representa 60% de todas as travessias irregulares de fronteira na União Europeia.

A Grécia também viu um aumento de 153% no número de travessias irregulares de fronteira em 2014, com relação a 2013, o que representou 19% do total de travessias irregulares de fronteiras da União Europeia.

"Em ambos os casos, essa tendência parece persistir, com os fluxos de imigrantes sem precedentes devendo continuar a atingir a costa", observa a proposta.

Os 40 mil imigrantes que buscam asilo representam 40% do número total de candidatos em clara necessidade de proteção internacional que entraram na Itália e na Grécia em 2014.

A Comissão Europeia irá propor que 24 mil sejam redistribuídos da Itália e 16 mil, da Grécia.

Alemanha, França e Espanha receberiam a maior parte destas pessoas, aliviando a Suécia, que até agora foi o segundo maior receptor de refugiados na União Europeia, depois da Alemanha.

O mecanismo de redistribuição não se aplica à Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca, que têm acordos especiais com a União Europeia que os eximem de políticas comuns de asilo. / DOW JONES NEWSWIRES

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