Yves Logghe/AP
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UE pune Irã com mais sanções econômicas

Autoridades e empresas terão bens congelados; EUA aprovam nova punição

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2011 | 03h02

BRUXELAS - Sem consenso para proibir a compra de petróleo iraniano, a União Europeia aprovou em Bruxelas uma nova leva de sanções econômicas ao Irã. Elas incluem o congelamento de ativos na Europa de 39 autoridades e 141 empresas do Irã, que foram proibidas de fazer negócios com o bloco.

Nos EUA, o Senado também aprovou novas sanções contra o Banco Central do Irã. A medida proibirá instituições financeiras estrangeiras de manter negócios com o Banco Central do Irã.

Segundo os chanceleres europeus, as últimas revelações sobre as intenções nucleares de Teerã motivaram o embargo financeiro. As sanções foram impostas apenas dois dias após estudantes ligados à linha dura do regime terem invadido a Embaixada da Grã-Bretanha em Teerã.

Mas a diplomacia britânica nega que haja uma relação entre os dois episódios. Na quarta-feira, os britânicos expulsaram diplomatas iranianos de Londres e, em protesto, vários governos europeus convocaram seus embaixadores em Teerã.

Diante da recessão na zona do euro, os países da UE não conseguiram chegar a um acordo sobre a imposição de um embargo sobre o petróleo iraniano. A meta da diplomacia britânica na reunião de ontem era reunir apoio para "estrangular financeiramente" o Irã, com medidas contra empresas, membros do regime, bancos e o setor de energia, carro-chefe da economia iraniana.

Londres e Paris insistem que, ao cortar o fluxo de dinheiro do petróleo, o Irã teria dificuldades para financiar seu programa nuclear. No entanto, países como Grécia, Itália e Portugal alertaram que o embargo poderia causar sérios problemas de abastecimento na Europa.

Teerã responde apenas por 6% do abastecimento da UE, mas um embargo contra o quinto maior produtor de petróleo do mundo faria o preço do barril aumentar, o que afetaria toda a Europa.

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