UE quer elevar os recursos do FMI para US$ 500 bilhões

Líderes políticos dos seis países da União Europeia (UE), reunidos ontem em Berlim, Alemanha, chegaram a um acordo sobre as linhas gerais da proposta de reforma do sistema financeiro internacional que levarão à Cúpula do G-20 financeiro, em Londres, em 2 de abril.Entre os consensos, os chefes de Estado e de governo defendem que os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) sejam elevados em US$ 500 bilhões para enfrentar a crise. Os europeus concordam ainda que o aumento da supervisão deve envolver todos os mercados - inclusive os paraísos fiscais -, produtos financeiros e agentes como hedge funds e agências de notação. A reunião foi um dos eventos preparatórios organizados pelos seis países europeus que participarão do G-20 - Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha e Holanda. Além dos chefes de Estado e de governo desses países, como Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Gordon Brown, assistiram a reunião os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. O acordo de princípios - que resultou em um documento informal, a ser submetido aos demais parceiros da UE - foi anunciado na tarde de ontem. "Os recursos do FMI devem ser dobrados para lhe permitir ajudar seus membros em dificuldades de forma rápida e flexível", diz o resumo dos trabalhos. O texto se refere a "ao menos US$ 500 bilhões" suplementares. Antes do apelo dos europeus, o Japão havia se disposto a investir US$ 100 bilhões no fundo. O apelo europeu pelo reforço do caixa do FMI, integrado por 185 países, veio após os reiterados alertas de que os recursos da instituição podem acabar em caso de uma crise prolongada. A preocupação é grande na UE porque a fragilidade econômica cresce na Europa Central e Oriental. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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