UE quer grande operação após tragédia de Lampedusa

O executivo da União Europeia deve pedir recursos adicionais para lançar operações com patrulhas marítimas com o objetivo de lidar com o fluxo de refugiados que estão chegando na Europa, após a tragédia de Lampedusa.

AE, Agência Estado

08 de outubro de 2013 | 07h52

A Comissária de Assuntos Internos da União Europeia, Cecilia Malmstroem, disse que entrou em conversações com ministros de assuntos internos do bloco de 28 nações. O objetivo das negociações é propor "uma grande operação da Frontex no Mediterrâneo, a partir do Chipre até a Espanha", para resgate e salvamento.

A Frontex é a agência criada pela União Europeia em 2004 para policiar as fronteiras do bloco contra a imigração ilegal. Mas a agência que tem sede em Varsóvia, coordena e desenvolve a gestão das fronteiras, além de organizar operações conjuntas, teve uma queda de Orçamento ao longo dos últimos três anos. A Frontex depende agora de doações dos Estados membros para navios, helicópteros e outros equipamentos.

Na semana passada, um navio afundou perto de Lampedusa com 500 refugiados da Eritreia e da Somália a bordo e o incidente pode ter matado mais de 300 africanos que buscavam asilo. Por causa da sua dimensão e das repercussões, a tragédia deve dominar as conversas desta terça-feira entre os ministros.

Nesta terça-feira, os mergulhadores encontraram mais quatro corpos perto de Lampedusa assim que retomaram a busca por mais de 200 pessoas que ainda estão desaparecidas. As equipes de resgate retiraram 155 pessoas vivas do mar depois que o barco afundou e até agora 235 corpos foram encontrados. O número final deverá ficar entre 300 e 360 mortos.

A Itália pediu aos Estados da União Europeia que ajudem a lidar com a questão dos refugiados. O país quer que os assuntos referentes a migração sejam colocados na agenda da reunião de cúpula em Bruxelas, no final do mês.

A Itália alega que 30 mil imigrantes chegaram até agora este ano - mais de quatro vezes o número do ano passado - e reclama que outras nações, particularmente, no norte da Europa, devem dividir o fardo.

A Frontex diz ter salvo 16 mil vidas no Mediterrâneo ao longo dos últimos dois anos. Devido à crise, o orçamento da agência caiu, de 118 milhões de euros (US$ 160 milhões) em 2011, para 90 milhões de euros em 2012 e para 85 milhões de euros este ano.

Enquanto isso, em águas italianas, um barco dinamarquês e outro panamenho salvaram, respectivamente, 141 refugiados da Síria que estavam a caminho da Sicília e 263 sírios e palestinos cujo barco estava com problemas a 100 quilômetros da costa siciliana. Fonte: Dow Jones Newswires.

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