REUTERS/Osman Orsal
REUTERS/Osman Orsal

UE reage a ataque na Turquia pedindo maiores esforços contra terrorismo

Angela Merkel e François Hollande condenam novo ‘ato odioso’ do EI e advertem para risco de novas ações

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2016 | 02h00

A sequência de atentados na Turquia e na França deve reforçar a determinação da Europa na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico. Esse foi o tom das declarações de líderes europeus como a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, após o ataque que deixou pelo menos 10 mortos – entre eles, alemães – em Istambul.

Segundo o balanço divulgado até a noite de ontem, a identidade dos cidadãos da Alemanha morto no ataque foi confirmada – e um outro morto pode fazer parte do mesmo grupo de turistas do país que viajavam à Turquia depois de partir de Berlim. 

A tragédia provocou a reação quase imediata de Angela Merkel, que realizou um pronunciamento logo após amplitude do ataque ter sido confirmada. A chanceler lembrou que o terrorismo já atingiu Paris, na França, e Ancara e Istambul, na Turquia, o que demonstra a importância de reagir com “determinação” na luta contra os extremistas islâmicos, que perpetram “atos de crueldade”. 

De seu lado, o governo da França organizou uma célula de crise temendo que turistas franceses estivessem entre os mortos. Em um comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, o presidente François Hollande definiu o atentado em Istambul como “odioso”. 

Já o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que o atentado foi um “crime desprezível” e pediu que os responsáveis pelo ato sejam levados à justiça “rapidamente”.

Aliado do regime de Bashar Assad na Síria, o governo do Irã também se manifestou, reafirmando a urgência de se combater o terrorismo e encontrar uma solução para os conflitos na região. 

O ataque ocorreu às vésperas da reabertura das negociações para um processo de paz na Síria. O Estado Islâmico domina territórios no país, em guerra civil, e no vizinho Iraque. 

Istambul é uma das cidades mais visitadas do Oriente Médio e do mundo, um destino frequente de turistas da Europa. Com perfil cosmopolita, a cidade tem igrejas abertas e frequentadas por comunidades cristãs, e abriga tanto muçulmanos praticantes, quanto jovens europeus sem vínculo maior com a religião. Mas o atentado ameaça abalar a imagem de cidade aberta para o turismo ocidental. 

Ontem, governos da Alemanha, da França e da Dinamarca publicaram advertências sobre os riscos de viagens à Turquia, pedindo aos seus cidadãos que evitassem ir ao bairro no qual o atentado foi realizado – o distrito mais turístico da de Istambul. A Rússia também advertiu seus cidadãos. Uma agência alemã já oferecia ontem o cancelamento gratuito de pacotes para a Turquia. 

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