UE reforça aliança dentro do Conselho de Segurança da ONU

A União Européia deve se reforçar dentro do Conselho de Segurança da ONU a partir do ano que vem, com a entrada do Chile, em substituição à Colômbia. Além disso, Espanha e Alemanha substituem Irlanda e Noruega, que não fazem parte da comunidade européia, no Conselho. "Assim, passaremos a ter quatro votos e poderemos ser seis com a força de Chile e México, que termina sua mandato somente em dezembro de 2003", afirmou à Agência Estado uma fonte comunitária. Atualmente, 15 países constituem o Conselho, dos quais dez são eleitos por um sistema rotativo, com mandatos de dois anos, e cinco - Reino Unido, Estados Unidos, Rússia, França e China - são membros permanentes. O alto representante para política externa da União Européia (UE), o espanhol Javier Solana, ao lado da ministra chilena de relações exteriores, Soledad Alvear, reforçou em seu discurso, hoje pela manhã, em Bruxelas, durante uma série de eventos para a ratificação do acordo de associação política, comercial e cooperação entre os dois lados, a importância estratégica do Chile, a partir do próximo ano, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).O Chile assume, em 2003, em substituição à Colômbia, uma cadeira no Conselho de Segurança, órgão da ONU encarregado da manutenção da paz e da segurança internacional. Dentro de suas atribuições, o Conselho tem autorizado operações de paz que, desde os anos 80, com o fim da guerra fria, envolvem responsabilidades das mais diversas, tais como o recolhimento e destruição de armamentos, execução de programas de remoção de minas, a verificação de violações de direitos humanos e outros. O poder dentro do Conselho de Segurança se reparte da seguinte forma: cada membro tem um voto e as decisões sobre questões de procedimentos são tomadas pelo voto afirmativo de nove dos 15 membros. Quanto as demais questões, vale o voto dos nove, incluindo os cinco membros permanentes. Esta é a regra do "grande poder de unanimidade", conhecida por "poder de veto" dos cinco permanentes. O governo brasileiro já se pronunciou diversas vezes, afirmando que a atual composição do Conselho apresenta "um desequilíbrio de forças", tanto na proporção entre países desenvolvidos e em desenvolvimento que são membros permanentes, como de membros permanentes em relação ao número total de integrantes.

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