UE relança plano de estímulo de 130 bilhões de euros

Num esforço de mostrar que estão agindo e equilibrando o receituário de austeridade, as quatro maiores economias da zona do euro relançam um pacote de estímulo para promover o crescimento da economia europeia de 130 bilhões de euros. Mas não conseguem esconder as divisões profundas em relação à forma de lidar com a crise, estabilizar o euro e promover medidas para socorrer os bancos espanhóis.

JAMIL CHADE, Agência Estado

23 de junho de 2012 | 09h56

Nesta sexta-feira, os líderes de Alemanha, Itália, Espanha e França se reuniram em Roma, na esperança de aproximar posições antes da cúpula da União Europeia (UE) na próxima semana e dar um sinal aos mercados de que existe um plano.

A opção foi demonstrar consenso promovendo a ideia francesa de dedicar 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para estimular a economia da zona do euro. Pressionada, a chanceler alemã, Angela Merkel, tenta aparentar disposição para incorporar medidas de crescimento na Europa, depois de dois anos de austeridade que fez o desemprego explodir e a recessão atingir o continente.

O acordo era de que as quatro economias lançariam na cúpula no dia 28 o plano de estímulo, revertendo meses de ordens de apenas cortar gastos. A reunião foi seguida por coletiva onde Merkel não hesitou em usar a bandeira do estímulo. "O crescimento e o emprego precisam ser abordados de forma mais enérgica depois que já lidamos com o pacto fiscal", admitiu.

Só não falaram que as medidas já eram previstas e vinham sendo negociadas há um ano.

Parte do dinheiro viria de parcerias público-privadas com o Banco de Investimentos da Europa. Mas a parcela de dinheiro público nesse acordo seria de apenas 10 bilhões de euros e o restante viria do mercado de créditos.

Uma outra opção que começou a ser desenhada é a criação de uma taxa sobre transações financeiras que alimentaria um fundo. Mas, ainda assim, essa alternativa somente seria factível a médio prazo. O dinheiro que já está nos cofres da Comissão Europeia, e que deveria ser usado para a regiões mais pobres, poderia também ser acionado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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