UE repudia decisão de Israel de isolar Arafat

A União Européia exortou Israel a aceitar o chamado roteiro para a paz no Oriente Médio e repudiou uma decisão do governo israelense de esnobar dignitários estrangeiros que se reunirem com o presidente palestino, Yasser Arafat. O chanceler grego, George Papandreou, disse que a UE ainda considera Arafat um protagonista no processo de paz no Oriente Médio, apesar do ressurgimento da violência, que levou o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, a cancelar uma visita que faria esta semana a Washington.Papandreou, cujo país está na presidência rotativa da UE, afirmou que Israel não irá ditar com quais líderes regionais a UE deve conversar em sua busca da paz. "A verdadeira questão é o roteiro" para a paz, lembrou Papandreou. "Faremos os contatos que considerarmos necessários... Isso inclui o presidente Arafat".Israel culpa Arafat por não reprimir militantes palestinos que estariam por trás de recentes atentados suicidas a bomba.O gabinete de Sharon decidiu recentemente que visitantes estrangeiros - incluindo líderes da UE em missão de paz - que se reunirem com Arafat não serão recebidos por Israel. A decisão inicial era um julgamento caso a caso, mas com os atentados suicidas deste fim de semana, autoridades israelenses anunciaram que irão aplicar a política a todos que se encontrarem com Arafat.Washington também tem boicotado Arafat, alegando que ele não faz o suficiente para conter atos terroristas contra israelenses.

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