UE se diz "alarmada" com retomada de combates em Darfur

A União Européia (UE), cuja Presidência rotativa é atualmente ocupada pela Finlândia, se mostrou neste sábado "alarmada" com a retomada dos combates no norte da região sudanesa de Darfur e expressou sua "profunda preocupação" com o agravamento da situação humanitária e da segurança na área.Em um comunicado divulgado neste sábado, a Presidência "condena" a "constante violação do cessar-fogo, em particular a violência exercida contra a população civil e os trabalhadores humanitários".Além disso, reitera "a obrigação de todas as partes de permitir a chegada, sem problemas, da ajuda humanitária, e de respeitar os direitos humanos".A Presidência, que também expressou sua preocupação com o aumento da presença militar em Darfur e com o reforço das forças governamentais na região, condena "os ataques militares tanto do governo sudanês como dos grupos rebeldes".Segundo observadores da ONU posicionados em Darfur, entre 28 e 31 de agosto, de 300 a 1 mil homens armados atacaram dez casarios do povoado de Buram, mataram 38 civis, feriram 23 e provocaram o deslocamento de 10 mil pessoas.No dia 9 de agosto, o representante da ONU no Sudão, Jan Pronk, já tinha dito que a situação tinha se agravado terrivelmente desde a assinatura o acordo de paz de Abuja, entre o Governo sudanês e o insurgente Movimento de Libertação do Sudão.O conflito começou em fevereiro de 2003, quando esta milícia e o Movimento de Justiça e Igualdade decidiram pegar em armas em protesto contra a pobreza e a marginalização da região, e para reivindicar o controle de seus recursos naturais.

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