REUTERS/Francois Lenoir
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UE se une a papa e pede que Turquia reconheça genocídio armênio

Os deputados europeus também pediram que a Turquia use a data "para reconhecer o genocídio armênio e pavimente o caminho para uma reconciliação genuína entre os povo turco e armênio"

O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2015 | 16h52

BRUXELAS - O Parlamento Europeu se juntou ao papa Francisco nesta quarta-feira, 15, e pediu que a Turquia reconheça o massacre de armênios em 1915 como um genocídio. A resolução não vinculativa, adotada por ampla maioria do Parlamento Europeu, repetiu o uso do termo "genocídio" para marcar o aniversário de 100 anos do massacre, quando cerca de 1,5 milhão de armênios foram mortos.

Os deputados europeus também pediram que a Turquia use a data "para reconhecer o genocídio armênio e pavimente o caminho para uma reconciliação genuína entre os povo turco e armênio". O gesto ecoa o do papa Francisco que, no domingo, chamou o incidente de "o primeiro genocídio do século 20", o que fez a Turquia chamar de volta seu embaixador no Vaticano. Os parlamentares fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas.

Nesta quarta-feira, o presidente Recep Tayyip Erdogan minimizou a resolução europeia mesmo antes de sua aprovação. "Para nós, esse assunto vai entrar em um ouvido e sair pelo outro", disse Erdogan. "A Turquia não irá aceitar essa acusação. A mancha do genocídio sobre nosso país é algo fora de questão."

Em jogo, está a categorização do evento histórico que colocaria o regime otomano, precursor da Turquia moderna, na mesma categoria da Alemanha nazista e de outros ditadores. Ancara nega veementemente o assassinato sistemático de armênios durante a 1ª Guerra. Já os armênios acolheram o massacre como peça fundamental da identidade nacional. / DOW JONES NEWSWIRES

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